A minha experiência com a leitura começou na mais tenra idade. Meu querido pai sempre foi um leitor assíduo. Comprava muitos jornais e muitas revistas. Lembro-me que, com apenas 3 anos, sentava ao lado dele e não o deixava em paz. Queria saber o que era aquele emaranhado de letras que não fazia sentido algum a mim. Aos poucos, meu pai começou a falar-me o nome das letras. E eu, muito da sabida, guardei todas facilmente. Em seguida, fui apresentada às sílabas.
"Bruna, S+A= SA/ P+O=PO, agora diga-me: que palavra é essa?" " SA-PO, pai?" " Muito bem, minha linda"...
Essa era a nossa rotina diária. E não demorou para eu começar a ler todas as palavrinhas pelas placas à fora.
Iniciei a escola praticamente alfabetizada. Lembro-me com perfeição em como eram chatas as aulas no infantil, pois tudo que eles estavam aprendendo eu já sabia. A professora chamou minha mãe na escola para informar que eu atrapalhava aos demais e sugeriu que eu passasse para outra série, mais avançada.
Mudei de escola, fiz uma prova de conteúdos e iniciei a chamada 1ª série com 6 anos.
Meu pai continuou a me incentivar. TODOS os dias comprava um gibi para mim. E eu os devorava em poucos minutos. Na adolescência, a cada nova etapa da minha vida, meus pais me presenteavam com um livro: Quando entrei na faculdade, quando tive meu primeiro emprego, quando apresentei minha monografia entre outras datas marcantes.
E por fim, para encher meu lindo e sábio pai de orgulho, terminei o ensino médio aos 16 anos e logo já iniciei a faculdade. Fiz letras, me formei aos 19 anos e sou uma amante incondicional da leitura.
Bruna Christino Monte
Bruna Christino Monte
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