Família e Leitura
Tive em meus pais os grandes incentivadores da leitura, sem ser algo forçado. Minha mãe tem até hoje o hábito de comprar revistas e lê muito pela internet também. Porém, nas décadas de 70 e 80 não existia web então ela era uma assídua frequentadora de bancas de jornal de onde trazia diversos fascículos que depois formavam coleções, além de comprar livros, é claro. Temos até hoje em casa coleções como Mil Bichos, Conhecer Universal, Conhecer Brasil, Nosso Século, coleção de artesanato e maior delas foi a coleção dos livros do Círculo do Livro, um clube do livro da qual ele era sócia. Os livros do Círculo do Liro foram os responsáveis pela minha incursão no mundo dos romances policiais, com leituras de obras de Agatha Christie e Sherlock Holmes...engraçado...eu era proibida de ler a coleção de Júlia e Bianca e muito menos fotonovelas na revista Manchete. Hoje vejo como o hábito da família é essencial para criar o hábito da leitura em crianças e adolescentes. ( Ana Paula )
Ainda me lembro como se fosse hoje os primeiros livros que ganhei de presente de aniversário de minha tia. Eram contos de fada e um que aos poucos me cativou: o pequeno príncipe. Aquele garotinho misterioso que surgiu estranhamente precisando de um carneiro aos olhos do aviador, todo anestesiado dos sentidos infantis, me cativou desde o primeiro desenho que não era nem de sombra um chapéu.
Viajei com ele pelos planetinhas com seus moradores malucos, pensava na flor envolta da redoma e às vezes a achava mandoninha e impertinente até perceber que quando se ama, mesmo que esse amigo seja uma raposa ou uma serpente, tudo colabora para um bem, um crescimento e inclusive numa morte-metamorfose.
Chorei ao final, senti meu coraçãozinho de criança rasgando não necessariamente pelo que muitos consideravam ser sua morte, mas porque o livro tinha chegado ao fim e de alguma maneira não mais teria o principezinho como aliado aos meus dias... Outros sem dúvida viriam e vieram, mas ele continua vivo em mim, a criança não morreu e nem morrerá apesar do tamanho ter mudado um pouco.
Andréia Cunha
Ainda me lembro como se fosse hoje os primeiros livros que ganhei de presente de aniversário de minha tia. Eram contos de fada e um que aos poucos me cativou: o pequeno príncipe. Aquele garotinho misterioso que surgiu estranhamente precisando de um carneiro aos olhos do aviador, todo anestesiado dos sentidos infantis, me cativou desde o primeiro desenho que não era nem de sombra um chapéu.
Viajei com ele pelos planetinhas com seus moradores malucos, pensava na flor envolta da redoma e às vezes a achava mandoninha e impertinente até perceber que quando se ama, mesmo que esse amigo seja uma raposa ou uma serpente, tudo colabora para um bem, um crescimento e inclusive numa morte-metamorfose.
Chorei ao final, senti meu coraçãozinho de criança rasgando não necessariamente pelo que muitos consideravam ser sua morte, mas porque o livro tinha chegado ao fim e de alguma maneira não mais teria o principezinho como aliado aos meus dias... Outros sem dúvida viriam e vieram, mas ele continua vivo em mim, a criança não morreu e nem morrerá apesar do tamanho ter mudado um pouco.
Andréia Cunha

Nenhum comentário:
Postar um comentário